XVII Congresso Sul Brasileiro de Medicina Intensiva

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Dados do Trabalho


Título

Qualidade assistencial: medir, analisar e agir.

Objetivo(s)

Avaliar a qualidade assistencial da UTI adulto de hospital municipal secundário através da análise do perfil e da evolução dos pacientes internados nos primeiros meses da nova coordenação médica, de enfermagem e de fisioterapia.

Métodos

Coleta e análise dos dados clínicos dos pacientes internados entre outubro/2016 e abril/2017, utilizando software do "EPIMED", disponibilizado para o hospital após sua inclusão no projeto "UTI´S brasileiras".

Resultados

Durante o período, foram atendidos 337 pacientes, uma média de 48,14 pacientes/mês. Desses, 194 eram homens (59,33%) e 133 mulheres (40,67%). A média de idade foi de 55,27 anos (DP de 19,85). O tempo médio de internação foi de 6,04 dias, com mediana de 4. A taxa de ocupação foi de 94,29%, com giro de rotatividade de 32,90. 13 pacientes reinternaram na unidade, todos com mais de 24h. As internações foram predominantemente clínicas (80,73%). Os demais pacientes eram cirúrgicos (urgência, 18% e eletiva, 2%). O SAPS3 médio foi de 67, com uma mortalidade hospitalar esperada ajustada para América Latina de 57%. 189 pacientes (60,58%) receberam alta do hospital, enquanto 123 (39,42%) faleceram. A taxa de mortalidade padronizada, ajustada para América Latina, (observado / esperado) foi de 0,69, enquanto a taxa de mortalidade geral foi de 0,83.

Conclusão

Os resultados vistos nesses seis meses mostram que: 1) Os pacientes internados em nossa UTI são de alta complexidade, 2) mesmo com uma grande rotatividade, nossa taxa de ocupação está muito alta e 3) estamos construindo, apesar do pouco tempo de trabalho, uma UTI de alta performance. Os resultados surpreendem, sobretudo quando consideramos particularidades do nosso hospital (hospital municipal de média complexidade) e da nossa UTI (relação número de profissionais/pacientes abaixo do ideal, tempo de uso de nossos equipamentos, etc). Esses resultados se dão por diversos fatores, dentre os quais citamos: atendimento multidisciplinar integral com realização de “round” matinal e “check-list” vespertino diários, atuação de médico rotineiro intensivista 6h/dia cinco dias/semana, equipe qualificada de médicos plantonistas, fisioterapeuta exclusivo 18 horas/dia sete dias/semana e criação e implementação de protocolos institucionais multidisciplinares.

Referências

Área

Gestão e Qualidade

Instituições

Autores

César Augusto de Meirelles Almeida, Sérgio Medeiros Jr , Grey Robson Filippi, Shanlley Cristina da Silva Fernandes