XVII Congresso Sul Brasileiro de Medicina Intensiva

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Dados do Trabalho


Título

Aumento no tempo de internação de pacientes sépticos: principais alterações clínicas e bioquímicas

Objetivo(s)

Descrever as principais alterações clínicas e bioquímicas de pacientes sépticos e avaliar correlação com aumento do tempo médio de internação em unidades de terapia intensiva.

Métodos

Estudo de coorte, prospectivo, aprovado sob parecer número 1.486.547 e realizado durante período de 165 dias no ano de 2016. Foram incluídos no estudo, pacientes que apresentassem sepse ou choque séptico, na admissão ou após sua admissão, nas unidades de terapia intensiva 1, 2 e 3 e sala de emergência. Os dados compuseram um banco de dados e as variáveis foram analisadas pelo programa Statistical Package for the Social Sciences (SPPS): média, mediana e desvio padrão, além de testes de correlação.

Resultados

Dos 99 pacientes incluídos no estudo, não houve correlação com sexo, administração de antibiótico nas primeiras 6 horas e presença de choque séptico. Os critérios clínicos de maior prevalência foram taquipneia (27%) e temperatura acima de 38,3ºC (42%). Dos marcadores químicos, o de maior incidência foi leucocitose (67%) e hiperlactatemia (lactato>4mmol/L) (45%). Houve correlação (p<0.001) entre aumento do tempo de internação e PaO2/FiO2 < 300, hipotensão e hiperlactatemia .

Conclusão

As alterações que apresentaram correlação com o aumento no tempo de internação estão relacionadas com a hipoperfusão de tecidos e aumento da complexidade no manejo dos pacientes sépticos, corroborando os dados já existentes na literatura.

Referências

Kaukonen, K.-M., Bailey, M., Pilcher, D., Cooper, D. J. & Bellomo, R. Systemic Inflammatory Response Syndrome Criteria in Defining Severe Sepsis. N. Engl. J. Med. 372, 1629–1638 (2015); Zhang, Z. et al. Early management of sepsis with emphasis on early goal directed therapy: AME evidence series 002. J. Thorac. Dis. 9, 392–405 (2017); Singer, M. et al. The Third International Consensus Definitions for Sepsis and Septic Shock (Sepsis-3). JAMA 315, 801–810 (2016);

Área

SEPSE/Infecção

Instituições

Autores

Raquel Dominoni Sogaiar, Jacqueline Staniszewski Ladeia, Ana Cristina Martins Dalsanto Debiasi, Marcos Costa Melo Silva