XVII Congresso Sul Brasileiro de Medicina Intensiva

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Dados do Trabalho


Título

Gerenciamento de informações clínicas e epidemilógicas através de sistemas informatizados em terapia intensiva: A experiência de Venâncio Aires

Objetivo(s)

O gerenciamento das informações clínicas e epidemiológicas através de sistemas informatizados permite identificar o perfil da unidade e acompanhar, temporalmente, os indicadores de qualidade no atendimento do paciente crítico. Nosso objetivo foi aplicar um sistema informatizado de gestão e qualidade.

Métodos

Utilizamos o sistema Epimed num projeto piloto da Secretaria de Saúde Estadual, no qual foram selecionadas 3 UTIs de média e alta complexidade no Rio Grande do Sul. Os pacientes internados na UTI do Hospital São Sebastião Mártir foram inseridos no programa no periodo de dois anos 2014 e 2015. Apresentamos aqui os resultados referentes ao último ano de utilização do solfware referentes a dose meses.

Resultados

Nossa unidade de terapia intensiva teve 440 internações no período, atingindo uma tax de ocupação média de 68,8%. 87,4% das internações foram realizadas pelo sistema único de saúde, sendo 51,3% dos pacientes do sexo feminino. A taxa de permanência média foi de 7,6 dias e 74,3% dos pacientes obtiveram alta para enfermaria e 25,6%, faleceram na unidade. Em contraponto, 64,7% tiveram alta hospitalar. Os dados evidenciam uma população de pacientes idosa portadora de patologias crônicas: 64,7% tinham entre 64 e 80 anos e 80,4% deles eram portadores de duas ou mais doenças crônicas como agravantes da condição de base. As categorias diagnósticas na internação foram: 1) sepse, 2) doenças cardiovasculares 23,2%, 3) doenças do sistema nervoso central, 19,8% e 4) doenças respiratórias não-infecciosas, 15%. No que se refere às medidas de suporte utilizadas, 62,3% foram submetidos à ventilação mecânica; 31,9% utilizaram aminas vasoativas e 8,07% terapia substitutiva renal. O escore SAPS III médio foi de 60 pontos e a taxa de mortalidade padronizada na unidade (observado/esperado) foi de 0,67%. A probabilidade de óbito hospitalar, SAPS III ajustado para a América Latinas, foi de 48%.

Conclusão

Os dados obtidos nos permitem acompanhar horizontalmente a qualidade da assistência e são instrumentos importantes no planejamento de estratégias de melhoria. Atualmente participamos do projeto UTIs brasileiras e retomamos à análise dos dados.

Referências

Área

Gestão e Qualidade

Instituições

Autores

VOLNEI CORREA TAVARES