XVII Congresso Sul Brasileiro de Medicina Intensiva

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Dados do Trabalho


Título

Gestante com eclâmpsia e síndrome HELLP em UTI – Relato de caso

Objetivo(s)

Relato de um caso de paciente obesa, não sabidamente gestante que evoluiu com eclâmpsia, síndrome HELLP, insuficiência renal dialítica e óbito.

Métodos

Estudo retrospectivo com revisão de prontuário.

Resultados

Paciente feminina, 30 anos, obesa mórbida, sem outras comorbidades, admitida no Pronto Socorro com história de cefaleia há cinco dias e rebaixamento do nível de consciência após crise convulsiva, seguida de intubação orotraqueal por insuficiência respiratória aguda. Foi internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), considerando-se o episódio de convulsão como evento primário, além de pneumonia comunitária. Evoluiu com sepse de foco pulmonar e SARA (síndrome da angústia respiratória aguda) grave (relação PaO2/FiO2 80), recebendo terapia antimicrobiana com ceftriaxona, azitromicina e oseltamivir. Foi descoberta a gestação durante o internamento e à ultrassonografia realizada à beira do leito, demonstrou-se feto único de 31 semanas, com doppler da artéria umbilical normal. A partir de então, passou-se a suspeitar de convulsão eclâmptica. Não apresentou novos episódios de crises convulsivas, mesmo sem o uso de sulfato de magnésio - o qual não foi utilizado antes, pois a hipótese inicial era de quadro pulmonar primário. Evoluiu com insuficiência renal dialítica, além de piora laboratorial com desenvolvimento de síndrome HELLP, sendo, então, optado por realização de cesárea, com recém-nascido vivo. Apresentou melhora do nível de consciência, porém persistia com sinais de sepse e picos febris, sendo escalonado o antimicrobiano para piperacilina e tazobactam. Evoluiu com melhora clínica, extubação e alta da UTI. Nesse mesmo dia da alta, apresentou quadro súbito de parada cardiorrespiratória, evoluiu a óbito, tendo como principal hipótese diagnóstica tromboembolismo pulmonar.

Conclusão

A eclampsia é a forma mais grave dos distúrbios hipertensivos que continuam presentes entre as complicações obstétricas mais importantes. Acompanhada de elevada morbimortalidade materno-fetal, principalmente em países em desenvolvimento. Os óbitos maternos causados por eclampsia são decorrentes de hemorragia cerebral, edema agudo de pulmão, insuficiência renal aguda, insuficiência hepática com ou sem coagulação intravascular disseminada, complicações respiratórias secundárias à broncoaspiração de conteúdo gástrico, que podem acontecer em forma isolada ou associados entre si.

Referências

Área

Multidisciplinariedade

Instituições

Autores

Thiago Simões Giancursi, Gabriela Maria Venson, Gabriella França Pogorzelski, Tomás Machado Lacerda