XVII Congresso Sul Brasileiro de Medicina Intensiva

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Dados do Trabalho


Título

Descrição de um protocolo para avaliação e alívio da sede em pacientes críticos internados em uma unidade de terapia intensiva (UTI).

Objetivo(s)

A sede é um sintoma multidimensional, gerador de intenso desconforto, podendo estar presente em até 70% dos pacientes graves. Entretanto, não existe um protocolo único e seguro para o controle ou atenuação de tal sintoma nos pacientes críticos internados na UTI. Dessa forma, o objetivo deste trabalho é descrever um protocolo institucional para avaliação e alívio da sede em pacientes críticos internados em uma UTI de um hospital público secundário do interior do Rio Grande do Sul.

Métodos

Após análise dos dados de prevalência da sede em nossa UTI, realizou-se revisão de literatura sobre o tema e, então, a elaboração de um protocolo institucional para avaliação sistemática e quantitativa da sede contemplando também intervenções simples e de baixo custo buscando alívio sintomático de maneira segura.

Resultados

O protocolo resumido consiste em algumas simples etapas: 1) O trabalho multidisciplinar é fundamental para o sucesso do protocolo. Toda a equipe é responsável pelo cuidado e pelo controle de sintomas do paciente. Pontos essenciais devem sempre ser lembrados e avaliados antes mesmo da aplicação do protocolo: profilaxia da sede, segurança da deglutição, higiene oral adequada. 2) Avaliar o nível de consciência - o paciente deve estar com nível de consciência preservado ou com sedoanalgesia superficial (RASS 0 ou -1) para responder de forma adequada as perguntas objetivas; 3) Realizar avaliações regulares de sede nestes pacientes (pelo menos 1 vez por turno); 4) Quantificar através de escala numérica simples (0-10) a intensidade da sede. Utilizar régua visual para os pacientes impossibilitados de falar; 5) No caso de dúvidas, assumir que o paciente está com sede; 6) Aplicar a medida mais adequada para o alívio da sede para cada perfil de pacientes: hidratação normal para pacientes com via oral preservada; gelo em lascas, gazes úmidas ou spray de água, preferencialmente gelada, para os pacientes em NPO ou em VM. 7) Avaliar, quantificar e documentar a eficácia das intervenções.

Conclusão

A construção e aplicação deste protocolo visa suprir a falta de modelo específico na literatura e padronizar ações da equipe multidisciplinar visando o controle de importantes sintomas do paciente.

Referências

Área

Multidisciplinariedade

Instituições

Autores

Ana Flávia Gallas Leivas, Aline Vanessa da Silva Martins, Valéria Weymar Barros, Cláudia Regina da Silva Souza, Tiago Almeida Ramos, Moreno Calcagnotto dos Santos