XVII Congresso Sul Brasileiro de Medicina Intensiva

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Dados do Trabalho


Título

Trombose de veia subclávia pós tenorrafia eletiva: relato de caso

Objetivo(s)

Descrever caso de trombose de veia subclávia pós tenorrafia eletiva e sua evolução durante internação na unidade de terapia intensiva.

Métodos

Dados obtidos da análise de prontuário do paciente.

Resultados

Masculino, 22 anos, procurou emergência em pós-operatório de tenorrafia eletiva de punho esquerdo. Ao exame edemaciado até axila, secreção líquida na ferida operatória, sem palpação de pulso ipsilateral e enchimento capilar lentificado. Infecção de ferida operatória, síndrome compartimental grave, rabdomiólise, angiotomografia constatando trombose de veia subclávia esquerda, sem tromboembolismo pulmonar. Realização de fasciotomia no braço esquerdo após cinco dias. Desnutrido ao extremo com síndrome nefrótica associada/glomerulopatia perdedora. Evoluiu com coagulopatia intravascular disseminada e síndrome de reperfusão associadas à Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica. Apresentou choque distributivo com provável ascite. Executada amputação supracondiliana de urgência de membro afetado. Recuperação gradual do choque e Sindrome da Resposta Inflamatória Sistêmica após amputação. Após cinco dias, paciente com piora da função renal na vigência de síndrome de reperfusão, rabdomiólise grave, sepse com disfunção de múltiplos órgãos, uso de antibiótico com potencial nefrotóxico e início de hemodiálise por insuficiência renal aguda oligúrica. Apresentou melena e realizou endoscopia digestiva alta evidenciando úlcera duodenal e executada escleroterapia. Melhora da função renal após duas semanas e suspensa diálise. Evoluiu com novo choque e hematêmese, avaliado pela cirurgia geral e realizada laparotomia exploradora para rafia da ulcera duodenal. Depois de cinco dias, nova sepse pulmonar por acinetobacter e Klebsiella pneumonia carbapenemase. Apresentando febre persistente e realizada tomografia computadorizada de abdome com imagem sugestiva de abcesso, proteína C reativa elevada e piora do hemograma. Encaminhado para drenagem de abcesso, presença coleção líquida encapsulada próximo ao hilo hepático. Um mês e meio da entrada na unidade de terapia intensiva, paciente em condições de alta para enfermaria com coto de amputação limpo, com tecido de granulação aguardando melhoras gerais para fechamento.

Conclusão

Trombose venosa profunda de membros superiores menos comumente é associada a procedimentos cirúrgicos, porém os mesmos são considerados fatores de risco para tal. Necessário diagnóstico precoce e terapêutica agressiva para preservação do membro afetado.

Referências

Área

Peri operatório

Instituições

Autores

Bianca De Negri Souza, Luana de Moura Marcolim, Caroline Salim, Carlos Francisco do Bem, Danielle Molardi de Aguiar