XVII Congresso Sul Brasileiro de Medicina Intensiva

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Dados do Trabalho


Título

Acidente vascular cerebral isquêmico secundário à embolia gordurosa: relato de caso

Objetivo(s)

Descrever caso de acidente vascular cerebral isquêmico secundário à embolia gordurosa e sua evolução durante internação na unidade de terapia intensiva.

Métodos

Dados obtidos através da análise de prontuário do paciente.

Resultados

Masculino, 52 anos, condutor de motocicleta em colisão com carro, encaminhado à emergência por traumatismo cranioencefálico e múltiplas fraturas de extremidades. Ao exame, escala de sedação Richmond -5, entubado em ventilação mecânica, abertura ocular ao chamado, pupilas isofotorreagentes, hemiplegia à direita, flexões inespecíficas à esquerda, fratura de colo de fêmur e diáfise com tração esquelética e fratura de úmero esquerdo com tala gessada. Tomografia computadorizada de crânio evidenciou hipodensidade no hemisfério cerebelar esquerdo e no lobo frontal esquerdo sugestiva de eventos isquêmicos. Hematoma subgaleal occipital à direita. Angiotomografia computadorizada de crânio com dilatação aneurismática em M1/M2 da artéria cerebral média direita. Suspeita de embolia gordurosa. No terceiro dia de internação, admitido na unidade de terapia intensiva, escala de sedação Richmond -5, pupilas isofotorreagentes e manejo neurocrítico pleno. Recebendo antibioticoterapia por sepse pulmonar devido pneumonia associada à ventilação mecânica. No segundo dia na unidade, pausada sedação para avaliação do sensório. Sem despertar após três dias, programada traqueostomia precoce. Desenvolveu insuficiência renal aguda não oligúrica de tratamento conservador na vigência de sepse por rabdomiólise grave pós trauma. Evoluiu com recuperação neurológica lenta durante o primeiro mês e manteve-se em Glasgow 10.

Conclusão

Politraumatizados, geralmente, apresentam inúmeras alterações metabólicas sistêmicas e distúrbios respiratórios. A síndrome da embolia gordurosa sempre deve ser considerada em pacientes com fraturas, principalmente de ossos longos. É necessário diagnóstico precoce e a terapêutica visa medidas de suporte com prognóstico variando conforme a gravidade das lesões neurológicas e pulmonares.

Referências

Área

Neurointensivismo

Instituições

Autores

Bianca De Negri Souza, Luana de Moura Marcolim, Carlos Francisco do Bem, Caroline Salim, Danielle Molardi de Aguiar