XVII Congresso Sul Brasileiro de Medicina Intensiva

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Dados do Trabalho


Título

Perfil epidemiológico e desfecho de vítimas de TCE internadas em uma UTI de um hospital universitário

Objetivo(s)

Estudar a epidemiologia e o desfecho de pacientes vítimas de trauma cranioencefálico (TCE) e trauma raquimedular (TRM) atendidos em uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva) de um hospital público de ensino.

Métodos

Estudo observacional retrospectivo, com base nos prontuários dos pacientes admitidos por trauma na UTI de adultos de um hospital público com 173 leitos, ao longo do ano de 2012.

Resultados

De 147 vítimas de trauma internadas na UTI de um Hospital Universitário no ano de 2012, 105 (71,42%) foram vítimas de TCE e/ou TRM. Os mecanismos de trauma foram classificados em trânsito (65,71%), violência (24,74%) e quedas (8,57%). Apenas 18% dos pacientes eram mulheres e a idade média geral foi de 32,84 anos. O tipo de lesão mais comum nas tomografias de crânio foi edema (72,38%), seguido de hemorragia subaracnóidea (54,28%) e contusão hemorrágica (17,14%). Já a respeito de TRM, 10,47% dos pacientes sofreram fratura de vértebra cervical, sendo que 3,8% apresentaram algum grau de tetraplegia ou tetraparesia. A escala de coma de Glasgow na admissão hospitalar apresentou mediana de 6, demonstrando a gravidade dos traumas admitidos. Além disso, 20,95% pacientes tiveram monitorização de pressão intracraniana, com valor médio de 10,27. Acerca das complicações apresentadas, 16 (15,23%) pacientes tiveram SARA (síndrome da angústia respiratória aguda) e apenas dois ficaram em posição de prona. O tempo médio em ventilação mecânica foi de 17,75 dias e a maior PEEP média foi de 13,56. Ocorreram 39 pneumonias adquiridas por ventilação mecânica, sendo os principais germes Acinetobacter baumanii (23,07%) e Staphylococcus aureus sensível à vancomicina (23,07%), seguidos de Pseudomonas aeruginosa (15,38%). Por fim, a mortalidade desses pacientes na UTI foi de 20%.

Conclusão

O trauma representa um grave problema de saúde pública e se encontra entre os principais motivos de mortalidade e incapacidade. É necessário aprimorar os dados nacionais a respeito de trauma, a fim de otimizar as medidas de prevenção e de manejo dos danos causados.

Referências

Área

Neurointensivismo

Instituições

Autores

Péricles Almeida Deflino Duarte, Gabriella França Pogorzelski, Taline Alisson Artemis Lazzarin Silva, Thamara Piazza, Tomás Machado Lacerda