XVII Congresso Sul Brasileiro de Medicina Intensiva

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Dados do Trabalho


Título

Perfil epidemiológico e fatores de risco para o desenvolvimento de fraqueza muscular adquirida na unidade de terapia intensiva por meio da aplicação de um check-list multiprofissional

Objetivo(s)

Avaliar o perfil epidemiológico de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do norte do Estado de Santa Catarina e identificar fatores de risco para o desenvolvimento de fraqueza muscular adquirida na UTI através de um check-list.

Métodos

Trata-se de um estudo transversal, observacional e retrospectivo com coleta de dados a partir de um check-list diário multiprofissional realizado no período de maio de 2017 em uma Unidade de Terapia Intensiva por nutricionistas, fisioterapeutas e farmacêuticos.

Resultados

Foram avaliados 47 pacientes, sendo 78,7% (n=37) sexo masculino e 31,9% (n=15) idosos (idade > 65 anos). Quanto a causa de internação, 31,9% (n=15) eram pacientes neurológicos, seguidos de 23% (n=11) politraumatizados e 17% (n=8) em pós operatório gastrointestinal. Em relação aos fatores de risco para o desenvolvimento de fraqueza muscular adquirida na UTI foi verificado que: 55,3% eram obesos, 40,4% apresentavam hipertensão arterial sistêmica e 17% apresentavam diabetes, 19,1% dos pacientes não iniciaram precocemente a terapia nutricional; 49% não atingiram as necessidades nutricionais em pelo menos 60% do tempo de internação; 42,5% permaneceram mais que 10 dias na UTI; 74,4% utilizaram ventilação mecânica invasiva ao longo da internação; 40,4% utilizaram glicocorticoides; 51% utilizaram sedação; 38% utilizaram droga vasoconstritora; 8,5% utilizaram droga vasodilatadora e 8,5% utilizaram bloqueadores neuromusculares durante a internação. Na maioria dos pacientes (76,5%) não foi possível aplicar a Escala Medical Research Council (MRC), devido à condição clínica atual

Conclusão

Observou-se que os pacientes internados na UTI estudada possuíam como principal motivo de internação doenças neurológicas, faixa etária <65 anos e predominantemente do sexo masculino. A maioria dos pacientes eram obesos, hipertensos e, metade deles não atingiram o aporte nutricional pleno durante a maior parte da internação. Também foi verificado o uso de glicocorticoides e sedativos em grande parte dos pacientes. Desta forma, o perfil acima descrito pode estar relacionado com a impossibilidade da aplicação do MRC, além de uma longa permanência em ventilação mecânica e de internação na UTI, e consequentemente, podendo contribuir para o desenvolvimento da fraqueza muscular adquirida na UTI.

Referências

Área

Multidisciplinariedade

Instituições

Autores

Tainara Paula Vogt , Franciely Voltolini Mendes , Carine Baumgartel , Iasminy Aparecida Bertolin , Danielle Dias , André Paulo Klamt , Neiva Medeiros , Luiz Paulo de Lemos Wiese , Michelli Marcela Dadam