XVII Congresso Sul Brasileiro de Medicina Intensiva

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Dados do Trabalho


Título

Avaliação ambulatorial de pacientes com traumatismo crânio encefálico

Objetivo(s)

Analisar a força muscular inspiratória e tosse de pacientes com traumatismo crânio encefálico (TCE) na alta da unidade de terapia intensiva (UTI) e após três meses no ambulatório.

Métodos

Estudo retrospectivo, realizado na UTI de um hospital universitário do Paraná, de janeiro a dezembro de 2016. Os pacientes foram convidados a retornarem ao ambulatório interdisciplinar de seguimento em terapia intensiva para avaliação multiprofissional por meio de contato telefônico. Foram incluídos pacientes com TCE que compareceram ao ambulatório após três meses da alta da unidade. Os pacientes foram submetidos a avaliação no dia da alta da UTI e no ambulatório, sendo analisada a força muscular inspiratória (PImáx) por meio da manovacuometria, a tosse pelo Peak Flow e o nível de consciência pela escala de coma de Glasgow (ECG). Os dados foram descritos por média e desvio padrão. A análise estatística foi realizada pelo programa SPSS e utilizado teste t de Student para as comparações, adotando p≤0,05.

Resultados

Foram admitidos na UTI 419 pacientes, destes, 60 admitiram com TCE. Compareceram ao ambulatório 16 pacientes, 1 paciente foi excluído pela incapacidade de realizar os testes propostos e 15 foram incluídos no estudo. A idade foi de 35±13 anos, sendo 93% (n=14) do sexo masculino. Os escores de APACHE II e SOFA foram 22±6,8 e 8±2,8, respectivamente. O tempo de sedação foi de 127±201,7 horas e ventilação mecânica 220±221,8 horas. O tempo de internamento na UTI foi de 15±11,9 dias e hospitalar 34±16,4 dias. A análise das variáveis comparadas: ECG (13±2,4 vs 15±0; p=0,018), PImáx (-25±10,3 vs -58±25,7; p=0,000), PImáx (% predito) (20±7,3 vs 47±18,7; p=0,000) e Peak Flow (79±52,6 vs 184±73,9; p=0,000), na alta da UTI e no ambulatório, respectivamente.

Conclusão

Os pacientes apresentaram melhora do nível de consciência, tosse e força muscular inspiratória, apesar da fraqueza muscular respiratória persistir após três meses da alta da UTI.

Referências

Área

Gestão e Qualidade

Instituições

Autores

Thais Caroline Schnaufer, Mayara Manzoni Marques Silva, Renata Souza Zaponi, Jaiane Luiza Jaskowiak, Lilian Regina Lenger Abentroth, Bruna Akie Kanezawa, Daiane Feil Schmitz, Ellis Regina Penteado, Maynara Nayara Neves, Pablo Daniel Santos Quadros, Claudia Rejane Lima Macedo Costa, Suely Mariko Ogasawara, Erica Fernanda Osaku, Marcela Aparecida Leite, Amaury Cezar Jorge, Pericles Almdeida Delfino Duarte