XVII Congresso Sul Brasileiro de Medicina Intensiva

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Dados do Trabalho


Título

VENTILAÇÃO NÃO INVASIVA PÓS EXTUBAÇÃO: DESFECHOS CLÍNICOS

Objetivo(s)

Analisar os desfechos clínicos dos pacientes internados em uma unidade de terapia intensiva (UTI) de um hospital universitário do sul do Brasil, que utilizaram ventilação não invasiva (VNI) pós extubação.

Métodos

Trata-se de um estudo descritivo prospectivo de caráter quantitativo. A população foi composta por indivíduos que internaram em uma UTI geral no período de maio de 2014 à julho de 2016. A amostra foi do tipo não probabilística intencional e foi composta apenas por indivíduos que utilizaram VNI pós-extubação. Considerou-se falha da utilização da VNI a necessidade de reintubação em até 72 horas após seu uso. Foi realizada estatística descritiva para a caracterização da amostra. Para os dados com normalidades foi utilizado o Teste KolmogorovSmirnov. Realizou-se associação das variáveis (Teste Qui-quadrado) e a comparação entre os grupos (Teste t independente). Foi considerado significativo p<0,05.

Resultados

Foram incluídos no estudo 99 indivíduos que utilizaram VNI pós extubação. Destes 82,8% obtiveram sucesso e 17,2% falharam. A média de idade foi significativamente maior no grupo falha p<0,038, o mesmo ocorreu com o escore de SAPS III (p<0,046) e SASP III% (p<0,033). Quanto aos desfechos constatou-se que o tempo total de dias na UTI foi superior no grupo falha p<0,002, bem com a taxa de mortalidade p<0,001.

Conclusão

Conclusão: o grupo falha na utilização da VNI foi composto por indivíduos mais velhos com escore de SAPS III mais elevados, e teve tempo de permanência na UTI maior, além de uma taxa de mortalidade mais elevada.

Referências

Área

Doenças Respiratórias

Instituições

Autores

Ana Carolina Zanchet Cavalli, Nayala Lirio Gomes Gazola