XVII Congresso Sul Brasileiro de Medicina Intensiva

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Dados do Trabalho


Título

Pneumonia por Ralstonia mannitolytica em paciente idoso: Relato de caso.

Objetivo(s)

Relatar o caso de infecção por Ralstonia mannitolytica isolada no aspirado traqueal de uma paciente da UTI.

Métodos

Informações obtidas em prontuário, exames clínicos e laboratoriais e revisão da literatura.

Resultados

L.A.C, feminina, 86 anos, hipertensa e tabagista passiva. Início com quadro de tosse seca, sede e prostração. Exame físico: sibilância, crepitações à esquerda e depleção física. Diagnosticada pneumonia comunitária, CURB65 de 2. Fez tratamento prévio com amoxacilina/clavulanato e levofloxacino sem melhora. Internada e tratada com ampicilina/sulbactan e azitromicina. Após 2 dias, tomografia de tórax mostra lesões focais em vidro fosco, limites imprecisos heterogêneos na periferia de ambas as bases pulmonares, derrame pleural bilateral, espessamento dos septos interlobulares difuso, dos brônquios em bases e das pleuras apicais bilaterais. Linfonodos mediastinais múltiplos, pequenos, alongados de aspecto indeterminado. Evoluiu com piora clínica. Admitida na UTI no dia seguinte sob ventilação mecânica invasiva, droga vasoativa e modificado antibiótico para piperacilina/tazobactan. Sem melhora clínica, no 8° dia modificado para meropenem e vancomicina, porém, sem resposta, iniciada polimixina B após 2 dias mas fez novo quadro séptico mesmo sob antibioticoterapia. Novas culturas com resultado no lavado minibroncoalveolar: Cândida ssp e Ralstonia mannitolytica. Mantido meropenem e inciado fluconazol. Deescalonado para levofloxacin no 15° dia. Fez insuficiência renal, em hemodiálise à partir do 17° dia. Evoluiu com melhora clínica, retirada droga vasoativa e ventilação mecânica. Alta após 38 dias na UTI e alta hospitalar após um mês da alta da UTI, em hemodiálise.

Conclusão

Ralstonia mannitolytica é um bacilo gram negativo aeróbio, oportunista, multirresistente, adaptada a ambientes externos úmidos e solo, descrita como contaminante de soluções salinas, água destilada e aparelhos ventilação mecânica com umidificadores. Encontrada frequentemente em pacientes imunossuprimidos e escarro de pacientes com fibrose cística.

Referências

Jhung MA, et al. A national outbreak of Ralstonia mannitolytica associated with use of a contaminated oxygen-delivered device among pediatric patients. Pediatrics 2007; 119; 1061. Waugh JB, Granger WM, Gaggar A. Incidence, relevance and response for Rasltonia Respiratory infections. Clin Lab Sci 2010; 23(2): 99–106. Lucarelli C, et al. Ralstonia mannitolilytica infections in an oncologic day ward: description of a cluster among high-risk patients. Antimicrobial Resistance and Infection Control 2017;

Área

Doenças Respiratórias

Instituições

Autores

Felipe Pfuetzenreiter, Tacyana Picinin, Leandro Iran Rosa, Carolina Exterkotter Wiggers