XVII Congresso Sul Brasileiro de Medicina Intensiva

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Dados do Trabalho


Título

Epidemiologia de pacientes vítima de trauma por violência admitidos na UTI de um Hospital Universitário

Objetivo(s)

Estudar a epidemiologia de pacientes vítimas de trauma por violência atendidos em uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva) de um hospital público de ensino.

Métodos

Estudo observacional retrospectivo, com base nos prontuários dos pacientes admitidos por trauma na UTI de adultos de um hospital público com 173 leitos, ao longo do ano de 2012.

Resultados

De 147 vítimas de trauma internadas na UTI de um Hospital Universitário no ano de 2012, 45 (30,61%) tiveram como mecanismo de trauma a violência. Foram subdivididos em violência por ferimento por arma de fogo (FAF) 60%, ferimento por arma branca (FAB) 15,55% e espancamento 24,45%. As principais topografias do trauma foram tórax (44,44%), abdome (40%), seguidos de neurocrânio (35,55%) e membros superiores (17,77%). A idade média foi de 30,93 anos e 91,11% eram do sexo masculino, demonstrando um perfil mais prevalente de adultos jovens. Cerca de metade (48,9%) apresentava escala de coma de Glasgow maior que 13 pontos na admissão, revelando maior incidência de trauma leve. As vítimas de espancamento, predominantemente, sofreram traumatismo cranioencefálico (90,9%) e apresentaram, na admissão, a pior média de Glasgow (7,27 pontos). Já os FAFs e os FABs ocorreram principalmente em região toracoabdominal. Acerca das complicações apresentadas, 46,66% tiveram SARA (síndrome da angústia respiratória aguda), com tempo médio em ventilação mecânica de 7,76 dias. 25,53% desenvolveram insuficiência renal aguda e desse subgrupo, 41,66% necessitaram hemodiálise. O tempo médio de internamento na UTI foi de 9,82 dias, com mortalidade de 20%.

Conclusão

Todas as formas de violência demonstram ser doenças crônicas e recorrentes, com risco aumentado de recidiva posteriormente. As taxas de violência variam de acordo com a faixa etária, localização geográfica, sexo, raça e etnia. Em diversos países – desenvolvidos ou não – a violência é a principal causa de morte, especialmente, em indivíduos jovens. Além disso, a exposição à violência desempenha um papel importante, não apenas por causar lesões físicas e homicídios, mas também na etiologia de doenças mentais, crônicas e infecciosas.

Referências

Área

Multidisciplinariedade

Instituições

Autores

Péricles Almeida Delfino Duarte, Gabriella França Pogorzelski, Taline Alisson Artemis Lazzarin Silva, Thamara Piazza, Tomás Machado Lacerda