XVII Congresso Sul Brasileiro de Medicina Intensiva

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Dados do Trabalho


Título

SÍNDROME HEMOLÍTICO URÊMICA SECUNDÁRIA À PNEUMONIA: RELATO DE CASO

Objetivo(s)

Relatar um caso de Síndrome Hemolítico Urêmica (SHU) secundária a Pneumonia.

Métodos

Relato de caso de paciente pediátrica com Síndrome Hemolítico Urêmica (SHU) secundária a Pneumonia.

Resultados

Paciente feminina, 1 ano e 4 meses, previamente hígida, é trazida ao Pronto Socorro com história de tosse seca, febre de 38ºC, gemência e icterícia há 04 dias. Em uso de Azitromicina, Prednisolona e Nebulização com Fenoterol há 03 dias após consulta ambulatorial. Piora do quadro há 24 horas com desconforto respiratório e anúria associados. Ao exame físico: Gemente, obnubilada, taquicárdica, ictérica 2+/4, palidez cutâneo-mucosa. Ausculta pulmonar: crepitantes bilaterais e murmúrios vesiculares abolidos em base esquerda, SatO2 80% em ar ambiente, sendo então admitida na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP). Exames na admissão: Hemoglobina 4,8; Hematócrito 13,4; Leucócitos 11.860 (20% bastões); Plaquetas 18.000; Ureia 184; Creatinina 2,27; Desidrogenase Lática 7866; Bilirrubinas 7,16 (Direta 3,69/ Indireta 3,47); Coagulograma normal, Coombs direto negativo; Raio X de tórax: consolidações extensas bilaterais e derrame pleural à esquerda. Hipótese diagnóstica: Síndrome Hemolítico Urêmica (SHU) secundária à Pneumonia. No mesmo dia apresentou parada cardiorrespiratória (PCR) em assistolia, sendo revertida após 24 minutos de ressuscitação cardiopulmonar. Realizada drenagem pleural a esquerda, e instalado cateter de Tenkoff para iniciar Terapia de Substituição Renal (Diálise Peritoneal). Evoluiu com hemorragia volumosa, revertida com hemoderivados. Necessitou droga vasoativa (Adrenalina) em infusão contínua por 06 dias. Realizou Diálise Peritoneal por 18 dias, com recuperação progressiva da função renal e da diurese. Extubada e retirada da ventilação mecânica após 12 dias. Alta da UTIP com 25 dias de internação, aceitando dieta oral, em ar ambiente e com diurese de 2,4ml/kg/h. Aparentemente sem sequelas neurológicas.

Conclusão

A etiologia mais comum, responsável por 90% dos casos de SHU, é Enterocolite por Escherichia coli, cuja mortalidade é menor que 5%. No entanto, uma condição rara que acomete 5% dos casos, é o desenvolvimento da SHU a partir de uma pneumonia, como descrito acima. Nestes casos, as principais bactérias responsáveis são Pneumococcos, produtores de Neuraminidase, que lesam as células endoteliais, desencadeando a microangiopatia, além de aumentar a mortalidade para 20%.

Referências

Área

Renal, metabólico e nutrição

Instituições

Autores

Ana Caroline Franco, Janaína Sortica Fachini, Carolina Marchi, Aline Marin Bresolin, Duílio Dalla Costa Neto