XVII Congresso Sul Brasileiro de Medicina Intensiva

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Dados do Trabalho


Título

Análise da bainha do nervo óptico em pacientes críticos com hiperamonemia não hepática

Objetivo(s)

Avaliar a associação entre níveis elevados de amonemia de origem não hepática e hipertensão intracraniana avaliada pela medida da bainha de nervo óptico.

Métodos

Estudo de coorte prospectivo em pacientes graves internados consecutivamente em Unidades de Terapia Intensiva geral (clínico-cirúrgica) e de queimados do Hospital Universitário da Universidade Estadual de Londrina entre março de 2015 e fevereiro de 2016. Foram calculados os escores APACHE II na admissão e diariamente o escore SOFA dos pacientes. Também foram registrados a escala de coma de Glasgow, uso de sedação, uso de drogas vasoativas e a necessidade de terapia renal substitutiva. Foram coletadas amostras para dosagem sérica de amônia e os primeiros 50 resultados consecutivos dos casos de hiperamonemia leve, moderada e grave foram submetidos a avaliação neurológica pela escala de coma de Glasgow e medida da bainha de nervo óptico.

Resultados

Não houve diferença significativa entre os pacientes que apresentaram ou não hiperamonemia no que se refere aos escores de gravidade iniciais como APACHE II e SOFA nem em relação à idade, gênero, uso de drogas vasoativas ou necessidade de terapia renal substitutiva. Os pacientes com hiperamonemia apresentaram maior tempo de internação em UTI. O grupo com hiperamonemia grave apresentou espessura de bainha do nervo óptico significativamente maior que os pacientes com hiperamonemia leve e moderada. A hipertensão intracraniana definida como escala de coma de Glasgow abaixo de 8 e aumento de bainha do nervo óptico foi mais frequente nos pacientes com hiperamonemia grave. Foi observada maior mortalidade no grupo com hiperamonemia grave.

Conclusão

A hiperamonemia não hepática foi frequente e os pacientes eram graves com múltiplas disfunções orgânicas. Houve associação de hiperamonemia grave e hipertensão intracraniana definida como um desfecho composto de escala de coma de Glasgow menor que 8 e aumento de bainha do nervo óptico. A hiperamonemia grave se associou a maior mortalidade.

Referências

Área

Renal, metabólico e nutrição

Instituições

Autores

Jeisibel Camara Maroco, Alexandre Sanches Larangeira, Renan Pontes Petinelli, Milena Crsitina Outuki, Gloria Vicente Rezende, Camila Bobato Lara, Anna Victória Martins, Lucienne T Q Cardoso, Claudia M D M Carrilho, Cintia M C Grion